domingo, 29 de agosto de 2010

Um desabafo...

Quando pensamos que tudo já está perdido, vem as armadilhas da vida e nos mostra o contrário.Que de uma grande decepção sempre há uma lição, a verdadeira felicidade está sentada ao nosso lado e nem percebemos. Basta vir uma situação que nos incomoda, que mexe com o nosso emocional vemos que as voltas que o mundo dá não são em vão. Hoje percebi o quanto  fútil e infantil que fui, por mais que a chuva venha sempre há um céu azul, então sei que tudo que está acontecendo é uma prova para que eu possa dar mais valor para as coisas que tive e nem dei bola .Já chorei e sofri por algo que nem faz sentido. Há muito ainda para aprender... Mas ainda bem que o acaso ou o destino,chamem do que quiser, nos trazem coisas boas, pessoa que nos queiram bem, que nos apoiam , nos dão conselhos, nos ouvem, nos amparamE por isso que vou encarar de frente isso tudo que está  me pertubando tanto e vou dar a volta por cima e mostrar para mim mesma que sou capaz. E que a vida é mais simples do que parece, não tenho que fugir dos desafios que  me são impostos.Um verdadeiro guerreiro não  abandona a guerra em meio a batalha. A minha guerra esta apenas começando e  em minha primeira batalha quase me deixei ser vencida.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A política do pão e circo

Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem etc circenses”, a política do pão e circo. Este método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante os eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão). O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.

Esta situação ocorrida na Roma antiga é muito parecida com o Brasil atual. Aqui o crescimento urbano gerou, gera e continuará gerando problemas sociais. A quantidade de comunidades (também conhecidas como favelas) cresce desenfreadamente e a condição de vida da maioria da população é difícil. O nosso governo, tentando manter a população calma e evitar que as massas se rebelem criou o “Bolsa Família”, entre outras bolsas, que engambela os economicamente desfavorecidos e deixa todos que recebem o agrado muito felizes e agradecidos. O motivo de dar dinheiro ao povo é o mesmo dos imperadores ao darem pão aos romanos. Enquanto fazem maracutaias e pegam dinheiro público para si, distraem a população com mensalidades gratuitas.

Estes programas sociais até fariam sentido se também fossem realizados investimentos reais na saúde, educação e qualificação da mão-de-obra, como cursos profissionalizantes e universidades gratuitas de qualidade para os jovens. Aquela velha frase “não se dá o peixe, se ensina a pescar” pode ser definida como princípio básico de desenvolvimento em qualquer sociedade. E ao invés dos circos romanos, dos gladiadores lutando no Coliseu, temos nossos estádios de futebol e seus times milionários. O brasileiro é apaixonado por este esporte assim como os romanos iam em peso com suas melhores roupas assistir as lutas nos seus estádios. O efeito político também é o mesmo nas duas épocas: os problemas são esquecidos e só pensamos nos resultados das partidas.

A saída desta dependência é a educação, e as escolas existem em nosso país, mas há muito que melhorar. Os alunos deveriam sair do Ensino Médio com uma profissão ou com condições e oportunidades de cursar o nível superior gratuitamente, e assim garantir seu futuro e de seus descendentes. Proporcionar educação de qualidade é um dever do estado, é nosso direito, mas estamos acomodados e acostumados a ver estudantes de escolas públicas sem oportunidades de avançar em seus estudos, e consideramos o nível superior como algo para poucos e privilegiados (apenas 5% da população chega lá). Precisamos mudar nossos conceitos e ver que nunca é tarde para exigirmos nossos direitos.

Somente com educação e cultura os brasileiros podem deixar de precisar de doações e assim, se desligar desse vínculo com o “pão e circo”, pois estes são os meios para reduzir a pobreza. Precisamos de governos que não se aproveitem das carências de seu povo para obter crescimento pessoal, e sim que deseje crescer em conjunto.