terça-feira, 18 de maio de 2010

Soneto do amigo


Enfim, depois de tanto erro passado. Tantas retaliações, tanto perigo. Eis que ressurge noutro o velho amigo. Nunca perdido, sempre reencontrado.É bom sentá-lo novamente ao lado .Com olhos que contêm o olhar antigo sempre comigo um pouco atribulado e como sempre singular comigo.Um bicho igual a mim, simples e humano sabendo se mover e comover. E a disfarçar com o meu próprio engano.O amigo: um ser que a vida não explica. Que só se vai ao ver outro nascer e o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

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